No Limite do Amanhã: Vale ou não a pena assistir?

No Limite do Amanhã é uma boa pedida para quem quer se divertir um pouco no cinema neste fim de semana. O filme é dirigido por Doug Liman, que apesar de ter algumas bizarrices no currículo, como “Vestibular da Morte” e “Sr. e Sra. Smith”, dirigiu a trilogia Bourne, que é uma excelente sequência de Ação.

O filme é baseado na história do autor japonês Hiroshi Sakurazaka, “All you need is Kill” (“Tudo que você precisa (fazer) é matar”), que concorreu ao “Seiun Awards”, o maior prêmio para histórias de ficção científica no Japão. Apesar do nome, o filme está longe de ser ultra-violento e não lembra nem de perto a estética de um Tarantino ou Scorcese, sendo basicamente mais próximo do formato padrão “filme de ação” atual.

Contudo, o trunfo do filme está na originalidade. A história se passa no futuro, onde uma raça alienígena ataca a terra dominando quase toda a Europa continental (até aí, nada de novidade). Após importante vitória da raça humana em Verdun sob o comando da soldada Rita (Emily Blunt), um tal Cage (Tom Cruise), que é um agente de patente intermediária do exército norte-americano, é designado para fazer a cobertura da ofensiva do exército humano que tentará retomar o território dominado pelo inimigo. Cage, apesar de oficialmente fazer parte do exército, não possui qualquer treino militar, tendo uma função basicamente na área de relações públicas. Bom, de alguma forma Cage acaba na no front e obviamente sem habilidade nenhuma, logo é morto. E agora assim, a cereja do bolo: ele acorda no dia anterior ao combate em que morreu.

O conceito é genial. Cage não entende o que aconteceu, mas o fato é que toda vez que ele morre, acorda no momento anterior à batalha que decide o futuro da humanidade. Curioso, não?

Agora você me diz “a história é chata porque ele é imortal, é só ficar tentando que uma hora vencerá..”. Mas não é bem assim pois, aparentemente, não há meios de vencer!

Mas não posso contar mais, senão perde a graça! Para saber como termina e se desenvolve esse roteiro, só indo no cinema esse final de semana.

Com experiência no gênero, o espectador pode ficar tranquilo quanto à mão de Liman, são uma hora e cinquenta e três minutos de boa ação intercalada com cenas bem humoradas. Minha única crítica vai para os efeitos especiais no design dos extraterrestres: muito esquisitos, quase “mal-feitos” mesmo.

Compre aquele combo com pipoca gigante e coca e prepare-se para um filme de ação 4 estrelas. Bom filme!

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