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Amante das artes visual e escrita.

Por que você deve aprender a digitar mais rápido e quais os Teclados que eu recomendo

Com o universo conectado de hoje, sabemos que quase tudo passa pelo computador. Trabalho, relacionamentos, atividades criativas, resolução de tarefas do colégio ou da faculdade, finalização de planilhas, construção de relatórios, TCCs, artigos, e-books… A lista é infinita.

Hoje essa caixinha eletrônica nos leva para os mais diversos lugares e situações, sem sairmos da cadeira.

É de se surpreender, então, que não nos preocupemos suficientemente com a obtenção dos melhores custos-benefícios em termos de equipamentos para potencializar nossa experiência de navegação, nem com o desenvolvimento de habilidades que nos seriam extremamente úteis em nossos afazeres diários.

O caso clássico desse descuido nosso é, ao meu ver, a digitação.

Todo mundo pensa que só um escrivão ou alguém que trabalha com TI diretamente deve possuir a habilidade de digitar com velocidade acima da média. Mas esse tipo de raciocínio tem diversos problemas.

O principal deles é o de que você provavelmente fica na frente do computador digitando tempo suficiente para que seja extremamente útil ter uma capacidade de digitação maior. Você tem que redigir o TCC ou artigo para graduar ou obter o certificado de pós-graduação? Você é um professor que tem que digitar suas aulas, realizar slides, por exemplo? Você tem que produzir relatórios para as chefias? Você costuma conversar muito com as pessoas pelo Web WhatsApp, por exemplo?

As perguntas são retóricas. Muito provavelmente você realiza alguma dessas operações diariamente, senão todas ou grande parte delas.

Já ficou claro, portanto, que possuir essa habilidade de digitação rápida, vai te tornar mais rápido em basicamente… tudo! Tudo que você for fazer no computador, você vai fazer mais rápido e melhor. Digitando mais rapidamente, e de maneira mais precisa, você poderá pensar mais rapidamente, fazer mais serviço em menos tempo (pois você digitará mais rápido), economizar tempo (pois você comete menos erros) e, de quebra, impressionar todo mundo que te vir digitando. De fato, é razoavelmente seguro supor que você pode dobrar sua produtividade média só por aumentar a velocidade e precisão da sua digitação.

Você não precisa de um curso caro de digitação para digitar melhor. Você só precisa treinar de 10 a 15 minutos por dia e possuir um teclado bom. Nada mais, nada menos. Ao longo do tempo verá que sua habilidade em digitação aumentará consideravelmente.

Seguem 4 dicas para o treino de digitação que vão acelerar o seu processo de aprendizado:

  1. Utilize sites especializados.

Há vários sites gratuitos e especializados na internet com exercícios de digitação. Basta sentar a bunda na cadeira e treinar de 10 a 15 minutos em alguns deles.

Os que eu recomendo são o https://www.keybr.com/ e o https://www.keyhero.com/

O Key Br te propõe a digitação de diversas palavras, muitas das quais nem existem oficialmente, apenas para identificar onde estão os seus principais erros no momento da digitação. É do “r” que você apanha? Tem dificuldade em alguma sílaba específica? O software identifica suas imprecisões e passa a selecionar para o seu treino apenas palavras que vão exigir que você repita em cima das suas dificuldades, até você ficar bom nelas.

O Keyhero é mais direito e tradicional. Ele te fornecerá um texto e você deve tentar digitar esse texto o mais rapidamente possível. Ao fim e ao cabo ele te fornecerá sua velocidade média e porcentagem de precisão. Daí você repete o processo e vai checando como anda o seu desenvolvimento.

2. Aprenda os atalhos, um a um, e passe a aumentar seu repertório de uso do teclado.

Você sabia, por exemplo, que quando você escreve uma palavra errada, ao invés de clicar 1000x na tecla “Backspace” para apagar tudo, você pode simplesmente clicar “Ctrl + Backspace” para deletar a palavra de uma vez só? Você sabia que para movimentar mais rápido no texto, ao invés de clicar seta direta/esquerda um monte de vezes (ou ficar segurando essa tecla) basta clicar “Ctrl + seta direita ou esquerda” para pular uma palavra toda?

Aprender aos poucos esses atalhos, incorporando-os ao seu repertório de digitação é uma excelente estratégia para digitar de maneira bem mais rápida e precisa e, certamente, causar uma grande diferença positiva na sua produtividade.

3. Veja vídeos e dicas de digitadores profissionais, tentando, uma a uma, absorver as técnicas para o seu repertório de digitação.

Ir nos melhores é sempre a dica, seja lá o que você queira fazer. O segredo é não querer imitá-los em sua integralidade logo de cara. Veja vídeos de digitadores profissionais ensinando as suas técnicas e observe o que você acha que pode já ir incorporando ao seu treino. Posição inicial da mão? Uso do dedo mindinho? Vá observando o que você acha que melhoraria mais sua velocidade e precisão na digitação e passa a tentar utilizar essa técnica específica nos momentos de treino. Assim que dominar uma técnica, passe para a próxima.

Pense em ganhos incrementais que se acumulam ao longo do tempo. Tenha paciência, mas uma paciência convicta: antes que você se dê conta, estará digitando muito mais rapidamente do que quando começou. Pode acreditar!

TENHA O MATERIAL ADEQUADO PARA O TRABALHO!

Existe uma lógica muito negativa na vida: fazemos “economias burras”.

Queremos economizar em coisas que usamos todos os dias, por vezes, mais de uma vez por dia. Economizamos em roupa de baixo, escova e pasta de dentes etc…

Como nossos acessórios digitais, não é diferente. Todo querem um bom computador, uma boa tela. Mas o mouse e o teclado, o mais barato que tiver está valendo.

Não caia nesse raciocínio. É como dissemos anteriormente: um bom teclado combinado com uma boa digitação, e sua produtividade, só com essas mudanças, por ser potencializada de uma forma impressionante.

O Teclado Mecânico Philips Spk8614, é feito de material bom e resistente, sendo (provavelmente) um rebrand de uma marca chinesa AULA, é um ótimo custo benefício, levando-se em conta o preço atual do dólar. O peso ideal para que ele não saia do lugar enquanto jogar. O Led do teclado se movimenta dependendo das diversas opções selecionadas, sendo a palheta de cor coerente com a separação de cada função do teclado. Visualmente, é estiloso e não possui características exageradas.

Um último detalhe é que esse teclado é para quem gosta de barulho. Ele não é silencioso, o que não é necessariamente um defeito. Eu, particularmente, sinto que ouvir o barulho das teclas quando digito, me ajuda a entrar no estado ideal de concentração para o trabalho. Mas isso é uma questão pessoal.

Você pode comprar o Teclado Mecânico Philips Spk8614 clicando no link ou na imagem abaixo e aproveitando as ofertas amazon:

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Além desse, outra opção é o Teclado HyperX Alloy Core RGB, que possui um acabamento de tirar o fôlego. Teclado bonito e completo, apesar de definido como gamer, é apropriado para qualquer tipo de atividade profissional também. É um dos melhores teclados de membrana disponível no mercado. O Teclado é padrão ABNT2, o que já nos ajuda, enquanto brasileiros que usam “ç” e “^”.

Uma coisa que sempre gostei nesse dispositivo é o tamanho ideal das teclas, algo que ajuda muito na hora da digitação rápida, evitando que você clique na tecla errada sem querer. Nessa faixa de preço, é um dos únicos com controle de mídia dedicados. Possui uma resposta táctil muito boa, com teclas um pouco mais altas que os teclados mais tradicionais, além de ser muito silencioso.

O Teclado HyperX Alloy Core RGB pode ser comprado clicando-se no link ou na imagem abaixo:

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Busque sempre olhar o padrão do teclado (se é americano, que vem sem o “ç” ou brasileiro) e se o revendedor é confiável.

Esperamos que as dicas acima lhes sejam úteis. Boa caminhada rumo à uma produtividade excepcional!

A Sociedade do Cansaço de Byung Chul-Han

O termo ‘sociedade do cansaço’ tem se tornado popular entre filósofos e pensadores, como Leonardo Boff e Byung Chul-Han, para designar a estruturação social hodierna e sua consequência mais direta: o excesso de informações, estímulos e interações, aliados a uma alta carga de trabalho com foco na produtividade à todo custo, edificou uma civilização que tem como pilar definitivo uma maioria de cidadãos total e completamente desgastados.

Nesse contexto, é importante ressaltar que tal fenômeno não é exclusividade dos tempos atuais, mas remonta ao próprio surgimento da revolução industrial no final do séc. XVIII e início do XIX. Quiçá, o cansaço como componente de uma sociedade pode ser visto até antes: ou um servo medieval atormentado pela guerra, pela forme, pela peste e pelos altos tributos tinha uma vida menos cansativa do que a do ser humano médio ocidental do séc. XXI?

Contudo, o processo atual dessa ‘sociedade do cansaço’ adquire feições diferenciadas na era da informação digital, do envio instantâneo de mensagens e das mídias sociais. É que esse cansaço existe apesar de todo o maquinário que foi desenvolvido para torna a vida confortável. É um cansaço que não decorre de um microrganismo letal, mas simplesmente de uma “cabeça cheia”: abarrotada de um constante fluxo de informações, a energia mental gasta para processar esses estímulos torna o indivíduo quase que totalmente inapto para fazer outra coisa que não lidar com essa correnteza informacional. Esse estado, se permanece por longos períodos, pode gerar doenças como o estresse crônico ou a depressão.

Por tal razão, é necessário que, antes de tudo, essa situação seja  mostrada às pessoas, para que tenham consciência do que vem ocorrendo. A conscientização é imprescindível para a sensibilização. Conscientes e sensibilizados, o próximo passo é, num nível microssocial, buscar métodos para gerir saudavelmente o fluxo informacional (gestão de tempos, limitação de horários para uso de redes sociais…), para aumentar a energia mental (nutrição adequada, prática de exercícios físicos…) e para aumentar o autocontrole mental (meditação, yoga, exercícios de respiração…).

Já no nível macrossocial, é relevante que as instituições se preocupem mais com o bem-estar de seus funcionário, respeitando toda a legislação trabalhista (sobretudo férias, horário de almoço, carga horária…), além de providenciar todo um suporte para que o funcionário possa aprender e praticar na sua vida os elementos indicados no nível microssocial.

Conclui-se, diante do exposto, que, a despeito do cansaço como componente social não ser algo novo, a sociedade do cansaço do séc. XXI tem como aspecto diferenciador uma sobrecarga informacional gerada pelas novas tecnologias da comunicação, que desgasta excessivamente a energia mental dos indivíduos. Esse problema, primeiramente, deve ser amplamente divulgado e compreendido pela população. Após, pode-se enfrentá-lo em duas frentes: microssocial, com os indivíduos melhorando sua gestão de tempo e adotando hábitos saudáveis; e macrossocial, com as instituições respeitando a legislação trabalhista protetiva e dando suporte para evolução dos métodos no âmbito microssocial.

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O Direito à Cidade

As últimas décadas viram um avanço significativo na expansão e aplicação dos direitos individuais e sociais. No Brasil, a Constituição Federal de 88 é símbolo desse momento global de ampliação da ideia da necessidade de se constituírem e preservarem os direitos humanos das populações. Um desses muito direitos é, injustamente, deixado em segundo plano como se de segunda categoria fosse. Trata-se do “Direito a Cidade”, central para a integração de políticas públicas e melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.

Hoje, o mundo é guiado por cidades. O fenômeno da urbanização é crescente, como comprova, por exemplo, o surgimento acelerado de cidades grandes na China e na Índia nos últimos anos. Também o êxodo rural possibilitou a transição de uma sociedade rural para uma majoritariamente urbana, sobretudo nas democracias ocidentais.

Mas o quê esse fenômeno tem a ver com a concretização de direitos fundamentais? É que a cidade é o espaço principal de convivência da modernidade: os serviços públicos, sobretudo os de saúde, educação, segurança e transporte, além dos locais de trabalho e do comércio popular, todos encontram-se nesse ambiente. É nele que estão as sedes das principais instituições públicas. É nele que as pessoas se conhecem; que gastam suas horas de lazer. É nele que o dinheiro se encontra e se move, dando oportunidades a mentes empreendedoras.

Sendo assim, o desenho de uma cidade – sua arquitetura de distribuição de bens públicos -, é determinante para o aproveitamento desses bens pela população. Morando num lugar distante, o indivíduo precisa de uma rede urbana que permita que se possa pegar um transporte perto de onde viva e que essa viagem dure pouco tempo para deixa-lo nos pontos principais do perímetro urbano, permitindo que realize suas atividades. As delegacias e o policiamento devem ser distribuídos de forma a atender adequadamente cada região, sob pena que alguma delas, eventualmente, fique indevidamente insegura. As escolas devem ser construídas permitindo que não seja excessivamente oneroso às crianças de uma certa região chegarem lá. E o mesmo raciocínio se aplica a qualquer serviço público.

Isso nos mostra que o modelo de uma cidade também reflete a desigualdade com que certos bens são distribuídos. Por isso, a atenção dos planejadores de políticas públicas devem estar focados em dar às pessoas o direito de aproveitar os bens e serviços públicas de forma igualitária pela formatação da cidade, propiciando um espaço público que possa efetivamente permitir o aproveitando dos direitos garantidos pela Carta Magna nacional.

Depreende-se disso, que a prevalência do espaço urbano é decorrência dos fenômenos da urbanização e do êxodo rural que vem ocorrendo de maneira sistemática, no mundo todo, nas últimas décadas. Essa primazia, que faz da cidade o espaço de convivência comunitária por excelência, faz surgir o “direito a cidade”, vale dizer – o direito a uma arquitetura e planejamento urbanos que permitam a distribuição igualitária de bens públicos por todos os cidadão -, que é um direito central para que os diversos direitos individuais e sociais garantidos na constituição federal sejam concretizados.

Para quem quiser entender mais sobre as cidades, seguem algumas excelentes obras:

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4 Maneiras de Aumentar o seu Otimismo e o seu Pensamento Positivo

Não é de hoje que a literatura científica vem acumulando, cada vez mais, embasamento para as vantagens de um mindset otimista. Aparentemente, ainda que o pessimismo ou o realismo possam ter as suas vantagens, pessoas que veem o “copo meio cheio”; ao invés do copo “meio vazio”; parecem aproveitar mais oportunidades, viver mais e ter uma qualidade de vida, no geral, maior.

É o que diz, por exemplo, uma pesquisa divulgada pelo jornal Chicago Tribune: nesse trabalho, conduzido pelo Centro Médico da Universidade de Duke, nos EUA, constatou-se que o contrário que emoções positivas podem sim, por si só, aparentemente, tornar alguém mais saudável do que outro indivíduo equivalente, mas pessimista. Após monitorarem um grupo de 2.618 pessoas, que passariam por uma angiografia, no início e no fim das pesquisas, e responderiam um questionário sobre o que esperavam do futuro e como estariam de saúde. Quinze anos depois, o estudo concluiu que os voluntários que responderam o questionário com as melhores expectativas, possuíam, ao final, uma chance de morrer por complicações cardíacas 24% menor.

Outro estudo, esse de 2012, publicado no American Journal of Orthopsychiatry, com 232 voluntários, concluiu que pessoas com altos níveis de pensamento positivo, associavam eventos de grande estresse como algo que aumentava o significado e propósito de suas vidas; já as pessoas com níveis baixos de pensamento positivos, esses mesmos eventos eram associados à uma vida com menos sentido e mais dificultosa.

De fato, o movimento batizado de Psicologia Positiva surgiu nos Estados Unidos, na segunda metade da década de 90, a partir da iniciativa do Professor e Psicólogo Martin E. P. Seligman, da Universidade da Pensilvânia, que, com outros pesquisadores, começou a desenvolver pesquisas quantitativas visando à promoção de uma mudança de foco, partindo, não da mera reparação dos aspectos ruins da vida, mas sim buscando a construção de qualidades positivas ou virtudes. Nesse sentido, o livro de Seligman, “Florescer”, é uma abordagem absolutamente original e madura da visão moderna do pensamento positivo e da felicidade.

É como a doutora Sonja Lyubomirsky, especialista no tema, afirma em seu livro, “The How of Happiness”: “o modo como você pensa – sobre você, sobre o mundo e sobre outras pessoas – é mais importante para a sua felicidade do que as circunstâncias objetivas da sua vida”.

Ainda, temos que entender que “Construir ideias otimistas ajuda no sentimento de realização, as ações se tornam mais prazerosas e as sucessões de acontecimentos cotidianos passam a ser encarados tranquilamente, em vez de se sentir sobrecarregada pelo estresse que faz a pessoa se sentir mal”, explica a psicóloga clínica Rosângela Olmos.

Dessa forma, seguem 4 formas ou técnicas, para que você, querido leitor e querida leitora, consigam aumentar a quantidade e qualidade dos pensamento positivos produzidos pela sua mente, desenvolvendo assim o mindset otimista e melhorando sua qualidade de vida geral.

1 – Aprenda a Mudar o seu Foco Mental

O que significa mudar o foco mental?

A primeira coisa que temos que compreender é que toda situação ou fato possui duas dimensões: a do fato, por si mesmo, e a nossa interpretação do acontecimento. É nessa segunda dimensão que o pensamento otimista pode ser inserido, obtendo os seus benefícios, sem que com isso se perca a noção geral objetiva da importância ou gravidade do evento, em si mesmo considerado.

Nas artes marciais, é comum o ditado de que, se em toda situação o seu oponente possui, em relação a você, uma vantagem inerente, então, também é verdade que, da perspectiva do seu oponente, você próprio (que é o oponente do seu oponente) é quem possui uma vantagem inerente. Em outras palavras, dois lutadores sabem que tem vantagens e fraquezas um sobre o outro.

A vida também é assim. Uma mistura de luz e trevas. Foque na luz.

Os desafios sempre parecerão possuir características que tornam a sua superação improvável. Mas é importante mudar o foco mental para tentar captar qual a sua força, ou seja, o que você possui que pode lhe dar uma vantagem na situação dificultosa. O foco na sua vantagem, nas suas qualidades, é que trará as respostas para superar as condições adversas; não o foco nas suas fraquezas e desvantagens, que só servirão para reafirmar uma ilusão negativa das suas possibilidades de fracassar.

Isso tudo sem abrir mão da primeira dimensão, a do fato por si mesmo, da análise dos aspectos objetivos da situação, para você não perder a base realista do seu planejamento estratégico coerente.

Daniel Goleman, especialista no tema do foco, afirma, baseado em ampla literatura científica, que a atenção pode ser aprendida e desenvolvida. No mundo contemporâneo de gigantesco fluxo informacional e mutabilidade extrema, aprimorar nosso foco é a chave para nos tornarmos bem sucedidos. É nessa mesma linha que vão os autores do best-seller internacional do New York Times “A Única Coisa”, Gary Keller e Jay Papasan, que afirmam que, no mundo de hoje, existe a necessidade de acabar com desordem de sua rotina, se tornando uma espécie de especialista de si mesmo; do que realmente importa para você; seguindo coerentemente em direção as sua metas.

2 – Evite Adivinhação

Você quer saber qual a maneira mais fácil e simples de ter uma sensação de sofrimento extrema sem nenhuma razão? Pensar que as coisas vão dar errado no futuro.

Claro, há vezes em que a racionalidade impera e, na realidade prática, vemos que as condições não são as melhores. Mas na maioria das vezes, ao destacar os aspectos negativos dos eventos, rapidamente chegamos à conclusão, completamente errada, pois ninguém é futurólogo e sabe o futuro; mas adquirimos essa certeza ilusória de que as coisas vão se desenrolar da pior maneira possível.

Pois é, meu amigo e minha amiga, vocês estão redondamente enganados.

Se é verdade que a maioria das situações não evoluem para a melhor e mais otimista previsão possível, também é verdade que a maioria delas não chega na pior e mais pessimista previsão possível, por mais que seja isso que o seu cérebro não otimista queira acreditar.

Se você não tem a bola de cristal, deixe de tentar prever o futuro com tanta certeza. A vida é uma incógnita, e isso é bom. Se você não tem a certeza absoluta do sucesso, com certeza não existe a certeza absoluta do fracasso também. O que nós, humanos, limitados e terrenos, podemos fazer, é viver com o pouco que temos da melhor maneira possível. Isso envolve acreditar que as coisas não ocorrerão da pior maneira possível.

Evite, com todas as forças, esse exercício de negatividade sequencial infinita. É aquele caso, o sujeito perde o emprego e diz: “agora que perdi meu emprego, vou falir; e depois que falir, vou perder minha casa; depois que perder minha casa, meu casamento vai para o buraco; depois que…”. Isso é futurologia sem sentido. Nada impede que você seja chamado para um novo emprego, que alguma nova oportunidade apareça, principalmente se você for competente e tiver experiência. Fique tranquilo, analise as possibilidades e torça pelo melhor. Não faça a “catastrofização” da sua vida.

Ninguém sabe o que irá, de verdade, acontecer no futuro. Sua melhor opção é focar no presente e usar seu tempo de maneira mais útil do que fazendo previsões inúteis. Treine sua mente para que, como nas palavras de Eckhart Tolle, você perceba que refletir no presente é o melhor caminho para a sua felicidade e a sua iluminação.

3 – Treine seu Raciocínio para Visualizar a Oportunidade

Também conhecido como o princípio da “crença das bênçãos divinas”. Esse princípio é melhor traduzido pelo adágio “Deus não dá para ninguém uma cruz maior do que ela pode carregar”, ou, ainda, “Todo problema tem uma razão, um ensinamento para você”.

Essa crença parte do pressuposto de que não é possível que haja um problema, sem que você não tenha, de alguma forma, algo a ganhar com isso.

Isso é algo difícil de visualizar e de aceitar, e com razão. A depender da gravidade do que você experimenta, é difícil digerir a noção de que pode haver alguma coisa boa para ser retirada da tempestade.

Mas um exercício mental pode ajudar: reflita sobre os momentos da sua vida que te trouxeram maior aprendizado, mais fizeram a diferença e que contribuíram decisivamente para te tornar quem você é hoje. Os principais ensinamentos da sua vida. Os fatos que trouxeram verdadeira maturidade. Quantos dos princípios morais mais fortes, que regem sua vida, você adquiriu o entendimento tomando leite com açúcar e comendo mamão com iogurte? Quanto de maturidade você adquiriu vendo TV ou descansando na rede?

Uma vida equilibrada, com seus momentos de paz e tranquilidade, é extremamente importante. Mas isso não diminui a razão de que os problemas; as dificuldades; os fracassos, trazem sim muito aprendizado ao nosso espírito. É razoável supor que, assim como foi com os descaminhos do passado, também será com o que quer que seja que você está enfrentando agora.

Como exemplo, o meu episódio depressivo de 2017 foi uma das piores coisas que poderiam ter acontecido comigo. O sofrimento foi indizível, e a vontade era, realmente, de desistir de tudo. Porém, essa enorme dor me levou ao caminho da leitura, e da leitura obsessiva de psicólogos e mestres, me veio uma vontade de fazer diferente e, fazendo diferente, criei ciclos virtuosos na minha vida que me levaram ao ponto em que estou hoje, bem empregado, casado, escrevendo e feliz. Se aconteceu comigo, certamente pode acontecer com você.

Nesse sentido, eu recomendaria o livro de David D. Burns, “Antidepressão”, que é excelente em unir as principais técnicas para desenvolver uma visão positiva de vida.

4 – Não remoa o Passado

Se você quiser um ticket para a infelicidade extrema, de maneira simples e gratuita, eu tenho a dica perfeita para você: fique remoendo seu passado; relembrando os episódios ruins; se agarrando a coisas boas que já se foram e desenvolvendo bastante o rancor.

Essa é uma característica comum em pessoas diagnosticadas com depressão. Esses pacientes, sem terem notícia disso, ao rememorarem constantemente e obsessivamente sobre o seu próprio passado, sobretudo os momentos ruins, acabam por trazer para o presente toda a dor e sofrimento que já viveram, o que, por sua vez, aumenta em muito a probabilidade de fazer com que seu futuro repita o passado: uma sequência de eventos dolorosos e tristes.

Não caia nessa armadilha. Não crie um ciclo extremamente negativo, que retroalimenta tristeza na sua vida.

Aprenda se perdoar. Deixa ir. Se solte. Se liberte. O passado foi. Já foi. Passou. Acabou. Você vive no agora, no agora você pode compensar pelos seus erros, no agora você pode ser melhor, você pode ser mais feliz. Se perdoe, sinceramente.

Sem deixar o passado para trás, você não terá a leveza para viver no presente e conquistar o seu futuro.

Uma das melhores maneiras de aprender a viver no presente, é adotar a prática da meditação, mais especificamente na sua vertente mindfulness.

Conclusão

Esperamos que esses 4 conselhos lhes sejam úteis para um (re)começo; para o desenvolvimento de uma perspectiva mais otimista e feliz. E você pode começar agora mesmo, no tempo mais importante da sua vida: o agora; o presente.

Trazer a dimensão interpretativa otimista para o seu viver é uma atitude mental fundamental para se adaptar aos novos contextos desafiadores de nossas vidas. Esse mindset é crucial para o nosso sucesso. É importante dizer que o otimismo não é um mero traço de personalidade, é a explicação de uma vida mais saudável e significativa. Ele define nossa relação com o mundo e a sociedade sendo fator decisivo para que todo o nosso potencial seja explorado.

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A Arte é o Antídoto do Tecnicismo Utilitarista

Existe uma força opressora no mundo moderno que é a força da técnica. A compreensão do mundo exige do ouvinte um arsenal teórico que deixa difícil assistir até o mais simples jornal. Conceitos como “deficit primário” e “inflação”, aparecem o tempo todo, com nós todos fingindo que entendemos bem essas coisas. Até para manter essa engrenagem girando, a sociedade precisou evoluir sua educação para que ela servisse à reprodução desse linguajar complexo. Nesse processo, os centros de educação são locais para a formação intelectual técnica – e não humana – do indivíduo. Empatia é um conceito perdido, mas todo mundo estuda pré-socráticos, Platão, Aristóteles, toda a história da civilização, história do Brasil, física, química e matemática.

As pessoas perceberam de alguma forma esse fenômeno e passaram a concentrar grande parte do seu tempo no desenvolvimento dessa habilidade linguística técnica, ignorando o desenvolvimento do emocional, até porque elas poderão trocar sua habilidade por dinheiro, mas não podem trocar amor por valores financeiros. Quanto mais valorizada uma linguagem técnica, mais dinheiro se paga pela sua aplicação e, por isso, a Medicina é o curso mais buscado do país e seus profissionais altamente valorizados. E por isso também a concorrência para se tornar um médico é tão grande: não é porque vivemos numa geração de seres humanos com vocação para as ciências médicas. É grana e status, na maior parte das vezes, infelizmente. Temos médicos endinheirados, mas que odeiam lidar com pessoas.

Ler um livro? Tempo perdido! Deve-se estudar para o teste. Ver um filme? Não! Temos que aprender mais conceitos técnicos. Apreciar a natureza? Para quê? Temos que atualizar os termos técnicos que aprendemos, pois os protocolos já mudaram.

E então olha-se a sociedade e se observa-se a quantidade enorme de tecnocratas desumanizados. Verdadeiros robôs.

A arte é, ao meu ver, um bom antídoto para impedir que nos desumanizemos. Que deixemos nossas almas serem tragadas pela areia movediça dos pesados livros acadêmicos. Ao ver um bom filme, podemos nos desligar, reparar na cor que foi usada, no efeito que aquela sequência de imagens causou em nós e o porquê. É lindo e maravilhoso, deitar na rede, olhar a paisagem verde e ler um bom livro, pelo gosto de ler algo legal, diferente, que vai te fazer ver alguma coisa com outros olhos.

Sabe por que as cidades são todas as quadradas, os prédios uns cubos, as cores cinzas e frias? Pois somos uma sociedade que só preza pelo útil, pelo foco, pelo esforço obsessivo em atingir metas numéricas. É uma sociedade de técnicos e técnicas olhando para dados e para números. Mas alguém pensa: “e é bonito?”. É visualmente agradável? Aparentemente não. Um pouquinho de emoção contudo, torna clara a resposta para a seguinte pergunta: alguém é capaz de viver feliz num ambiente onde tudo é cinza?

Para mim, interromper meu caminho pela técnica e ir fazer alguns desvios na fonte da arte é a arma para me manter preocupado com o que é belo. Com o gostoso, o agradável. Essas coisas são importantes também. É uma parte da humanidade que busco não perder. Por mais que, aparentemente, todo mundo preferisse ser um robô capaz de executar perfeitamente tarefas, os humanos não são robôs. E se tentarem ser, só conseguirão ser robôs ruins (e talvez por isso a mecanização e robotização tem cada vez mais substituídos os humanos nas atividades). Sinta sua carne e seu osso. Viva. Emocione-se. Largue a calculadora por um segundo só, o dicionário de conceitos, a discussão lógica. Embrenhe-se na confusão da estética. Vá lá! Consuma arte e busque humanidade!

No Limite do Amanhã: Vale ou não a pena assistir?

No Limite do Amanhã é uma boa pedida para quem quer se divertir um pouco no cinema neste fim de semana. O filme é dirigido por Doug Liman, que apesar de ter algumas bizarrices no currículo, como “Vestibular da Morte” e “Sr. e Sra. Smith”, dirigiu a trilogia Bourne, que é uma excelente sequência de Ação.

O filme é baseado na história do autor japonês Hiroshi Sakurazaka, “All you need is Kill” (“Tudo que você precisa (fazer) é matar”), que concorreu ao “Seiun Awards”, o maior prêmio para histórias de ficção científica no Japão. Apesar do nome, o filme está longe de ser ultra-violento e não lembra nem de perto a estética de um Tarantino ou Scorcese, sendo basicamente mais próximo do formato padrão “filme de ação” atual.

Contudo, o trunfo do filme está na originalidade. A história se passa no futuro, onde uma raça alienígena ataca a terra dominando quase toda a Europa continental (até aí, nada de novidade). Após importante vitória da raça humana em Verdun sob o comando da soldada Rita (Emily Blunt), um tal Cage (Tom Cruise), que é um agente de patente intermediária do exército norte-americano, é designado para fazer a cobertura da ofensiva do exército humano que tentará retomar o território dominado pelo inimigo. Cage, apesar de oficialmente fazer parte do exército, não possui qualquer treino militar, tendo uma função basicamente na área de relações públicas. Bom, de alguma forma Cage acaba na no front e obviamente sem habilidade nenhuma, logo é morto. E agora assim, a cereja do bolo: ele acorda no dia anterior ao combate em que morreu.

O conceito é genial. Cage não entende o que aconteceu, mas o fato é que toda vez que ele morre, acorda no momento anterior à batalha que decide o futuro da humanidade. Curioso, não?

Agora você me diz “a história é chata porque ele é imortal, é só ficar tentando que uma hora vencerá..”. Mas não é bem assim pois, aparentemente, não há meios de vencer!

Mas não posso contar mais, senão perde a graça! Para saber como termina e se desenvolve esse roteiro, só indo no cinema esse final de semana.

Com experiência no gênero, o espectador pode ficar tranquilo quanto à mão de Liman, são uma hora e cinquenta e três minutos de boa ação intercalada com cenas bem humoradas. Minha única crítica vai para os efeitos especiais no design dos extraterrestres: muito esquisitos, quase “mal-feitos” mesmo.

Compre aquele combo com pipoca gigante e coca e prepare-se para um filme de ação 4 estrelas. Bom filme!

Ironia Alleniana, a anedota de Pagliacci e o poeta que se suicidou: “O Captain! My Captain”

Robin Williams foi um dos atores mais talentosos de sua geração e teve uma carreira igualmente brilhante. Foi astro de numerosos clássicos e filmes marcantes, de forma que gastar linhas para dizer o grande sujeito que foi é dizer algo que todos já sabem, não enfrentando a verdadeira questão que choca em relação a sua morte: como alguém que fez tantos trabalhos sobre a beleza da vida e superação pode ter suicidado? É uma ironia macabra e um soco na boca de estômago, principalmente para quem absorveu muitos dos ensinamentos de seus filmes como lições para a vida.

O episódio certamente remete ao que sentiu Cliff Stern, personagem criado e interpretado por Woody Allen, no filme “Crimes e Pecados” (1989). Ele tem admiração pelo “Professor Levy”, outra personagem, cujas mensagens poéticas, líricas e tocantes¹, Cliff tem guardadas em vídeo. Porém, o detentor de palavras tão profundas também se suicida surpreendentemente², deixando Stern como nós – qual choque paralisante, boquiabertos diante do paradoxo verídico.

Qual a origem do suicídio? Por que quem aparenta ter tudo, por que quem tem bom humor, também é suscetível?

Um início de resposta passa pela compreensão do que seja a depressão. É um transtorno psiquiátrico que gera a perda de prazer pelo viver, ou seja, perde-se a vontade de fazer qualquer coisa que seja, e quando as faz, não sente nenhum ou sente menos prazer que uma pessoa normal sentiria. A anedota do palhaço Pagliacci, um poço de sabedoria no que diz respeito a questão, que é proferida, em “Watchmen”, por Rorschach quando está investigando a morte do “comediante”, traduz bem o conceito: Ouvi uma piada uma vez: Um homem vai ao médico, diz que está deprimido. Diz que a vida parece dura e cruel. Conta que se sente só num mundo ameaçador. O médico diz: “O tratamento é simples. O grande palhaço Pagliacci está na cidade, assista ao espetáculo. Isso deve animá-lo.” O homem se desfaz em lágrimas. E diz: “Mas, doutor… Eu sou o Pagliacci.” Boa piada. Todo mundo ri. Rufam os tambores. Desce o pano.

É como no filme “O Palhaço” (2011), de Selton Mello, em que o histrião, representado pelo próprio Selton, diz: “Eu faço todo mundo rir, mas quem é que vai me fazer rir?.

A depressão é uma doença séria, que precisa ser reconhecida como tal, terminando com todo o preconceito que a cerca. O depressivo vai segundo a segundo, afundando cada vez mais na areia movediça que são as trevas da morte, e enquanto é sugado nesse buraco negro de desilusão e desesperança, sofre com sua incapacidade de lutar, sua fraqueza, sua pequenez, até que de tão pequeno some, sem ar, sem vida, e então como o fim de uma cruel piada, talvez nos reste rir, para não chorar.

O suicídio não advém das dificuldades que o homem possa ter para viver³. Robin não se matou por causa das drogas. Antes, o porquê de ter entrado no caminho dos tóxicos é a depressão. O suicídio e a depressão são filhos da falta de amor e reconhecimento. Pagliacci sabia fazer rir, mas não tinha o dom de rir de si mesmo. Robin sabia fazer rir, mas sendo humano e frágil, talvez não se sentisse suficientemente amado, o que não seria nenhuma surpresa diante do mundo que se encara hoje. Gigante, assustador, cruel e incompreensível. Mais tenebroso que qualquer Leviatã jamais imaginado. Mais que engolir corpos, o monstro da contemporaneidade engole almas. E o antídoto são os laços sentimentais que construímos com os grupos dos quais fazemos parte. É se sentir parte, aceito, útil e bom. É buscar bons amigos, hobbies e uma compreensão da vida que seja mais suave.

O conto trágico do suicídio de Robin tem um final horrível. Talvez se tivesse lembrado do que seu personagem mais memorável, o professor John Keating de “Sociedade dos Poetas Mortos” (1989) prelecionou, o resultado teria sido diferente:

Boys, you must strive to find your own voice. Because the longer you wait to begin, the less likely you are to find it at all. Thoreau said, “Most men lead lives of quiet desperation.” Don’t be resigned to that. Break out!

(Meninos, vocês devem se esforçar para encontrar sua própria voz. Pois quanto mais esperarem para começar, menores serão as chances de vocês a encontrarem. Thoreau disse, “Maioria dos homens levam vidas de bastante desespero”. Não fiquem sujeitos a isso. Saiam dessa!)

A própria voz pode ser encontrada na família, na amizade e em um trabalho que te orgulhe, em síntese, no amor. Sem amor não existe espelho. Não se sabe o que é ou como se parece. É viver sendo uma imagem que não consegue ver ou sentir. Quiçá, por tal motivo foi proferido pelo filósofo Jesus: “tudo o que a sua mão encontrar para fazer, faça-o com todo o seu coração”.


¹: Uma dessas mensagens é a seguinte: “We are all faced throughout our lives with agonizing decisions. Moral choices. Some are on a grand scale. Most of these choices are on lesser points. But! We define ourselves by the choices we have made. We are in fact the sum total of our choices. Events unfold so unpredictably, so unfairly, human happiness does not seem to have been included, in the design of creation. It is only we, with our capacity to love, that give meaning to the indifferent universe. And yet, most human beings seem to have the ability to keep trying, and even to find joy from simple things like their family, their work, and from the hope that future generations might understand more”

²: O suicídio pode dar a impressão, até por ser uma atitude contra-intuitiva, de ser inesperado. Porém, o suicida não costuma tomar essa decisão da noite pro dia, e o ato geralmente ocorre com uma piora do quadro de depressão.

³: “Em resumo, assim como o suicídio não decorre das dificuldades que o homem possa ter para viver, o meio de deter seu avanço não é tornar a luta menos dura e a vida mais fácil. Se hoje as pessoas se matam mais do que outrora, não é porque para nos manter devamos fazer esforços mais dolorosos nem porque nossas necessidades legítimas sejam menos satisfeitas; é porque já não sabemos até onde vão as necessidades legítimas e não percebemos mais o sentido de nossos esforços” (p.506, “O Suicídio”, Émile Durkheim)